14 de out de 2012

Quem é você na night, já criou um nome?

Esses dias aconteceu um episódio muito desagradável, acabei me vendo em um "barraco" no facebook, sabe aquele que você lê por aí e pensa: Nossa que coisa triste...
Pois é, não gosto destas coisas, mas me envolvi, a falta de ética que assola os comentários que vemos por aí é algo que chega a ser assustador (para não dizer outra coisa)! Resultado: não resisti a um comentário e caí de boca (ou seria língua?). 

Resumindo, que este não é o assunto da postagem (apenas uma das inspirações para ele), pena não ter sido uma discussão no campo das ideias, quando não se tem a compreensão do que se lê, nem argumentos para refutar uma colocação, a única opção é agredir o lado pessoal. 
Daí que a pessoa me disse coisas tipo: 
Quem é você na night? (boa, né, essa é do meu tempo) Quem é você na vida?
A senhora deve CRIAR NOME antes de falar qualquer coisa....
Inútil, digna de pena,  completa desconhecida, ninguém se importa...bla bla bla

Já deu para ver o nível que foi a coisa, mas como alguns não presenciaram o barraco não vou me alongar, afinal os leitores podem não saber das partes e seria antiético de minha parte também!

Fiquei pensando sobre o que é ter um nome, criar um nome, como as pessoas imaginam o que é TER um nome...

Para mim, um nome é praticamente uma marca registrada de tudo que somos, tudo que aprendemos com nossos pais, nossos relacionamentos, nossa vida social, nosso caráter diante das situações...Meu nome é minha história e dele muito me orgulho.
Ser alguém na night seria ser celebridade na área de atuação profissional? Se for não tenho nome, não me dei bem na vida neste sentido e sinceramente não me sinto menor que ninguém por isso, afinal o que é ter sucesso na night? Muitos são bons, muitos sonham, mas  nem sempre a vida dá oportunidade a todos que merecem, tem capacidade; alegro-me pelos que conseguem, não vou ficar me iludindo achando que sou isso ou aquilo, sou Dalva Rodrigues, uma pessoa simples e de bem com tudo que a vida me proporciona, minha única pretensão é continuar a ser feliz! Adoro escrever aqui neste blog, conhecer pessoas, interagir com elas, fazer meu artesanato mesmo não conseguindo fazer dele uma fonte de renda, não tenho "rabo preso" com ninguém, só curto o que gosto, falo o que penso (curto pensar), adoro as amigas, o filho, família, enfim, não sou nem tenho pretensão de ser celebridade, a única coisa de que faço questão é de ter NATURALMENTE o carinho das pessoas que considero bacanas e humanas de verdade.

Ontem a fofa Lia Agio (O tacho da Pepa) compartilhou em seu face o link do meu blog, olhe só:

Você precisa conhecer esse blog...
É tão gostoso de ler...
Da querida Dalva!!
Não bastasse, em seguida me aparece a queridíssima Elaine Gasparetto (Um pouco de mim) e:
Sim, sim, sim! Além do blog ter ótimo conteúdo ainda tem a Dalva Rodrigues!

Hahaha, Elaine e Lia, obrigada, vocês não fazem idéia da emoção ao ler meu Nome nesse exato contexto que vocês escreveram, na mesma hora decidi que escreveria esta postagem, meu ego foi lá na lua e voltou!  Uma escreveu apenas Dalva, expressando proximidade, outra Dalva Rodrigues expressando Valor! Bom meninas, me desculpem se estou sendo metida...mas foi o que senti hehehe
 

Sem contar que um trabalho artesanal que postei no face  rendeu:
uns 70 comentários, 4 compartilhamentos e quase uma centena de curtidas no geral (sem contar as minhas), 20 solicitações de amizade, 21 assinaturas.
Ah gente, fala sério...fiquei me sentindoooo  pra quem é invisível até que estou bem na fita!
Por mais que a gente não dê bola para opinião de gente no sense, tem um ladinho que fica meio chateado e quer saber estou me sentindo de alma lavada, não pelos números, mas pelo carinho recebido de tanta gente que nem sabia do ocorrido,  a melhor resposta que poderia dar para essa pessoa é essa manifestação de apreço, respeito por minhas coisas por mais simples que elas sejam.

Ter um nome é conquistar a admiração das pessoas com atitudes, não adianta ter uma ótima profissão, ter 5 mil amigos no facebook, ter trocentos" seguidores num blog, não adianta português perfeito, muito menos lamber botas com segundas ou terceiras intenções! 

 E desculpem o desabafo, não sei se foi o correto, mas estava engasgada...
Um abração enorme para todos!!!
E para terminar mais uma plaquinha, sempre inspiradas nas coisas lindas de minha querida amiga Gilian Demori Lopes!
O passarinho para pendurar ganhei da Lia (O tacho da Pepa), lá tem um monte de coisa cute! 

Há propósito, reconhecer é muito diferente de bajular!

 




3 de out de 2012

Há vinte anos...

Há  20 anos, em 2 de outubro de 1992 tornei-me mãe!
A aventura começa quando você descobre que ser mãe, ter um filho, é muito mais do que ler a revista Pais&filhos!

Foi um dia muito especial, surpreendente, mágico e cheio de emoções, lembro-me como se fosse hoje, primeiro que durante a  consulta de rotina a bolsa se rompeu e não foi fácil convencer o médico me deixar ir para casa tomar banho, buscar o pai do rebento e as malas para partirmos, dois marinheiros de primeira e única viagem com a malinha toda caprichada em tons rosas para o hospital onde nasceria nossa princesa que nem tinha nome escolhido, havíamos decidido que somente quando olhássemos o rostinho dela escolheríamos o nome.
O hospital era um luxo, muito além dos nossos padrões, mas o convênio nos permitiu esse luxo por um custo razoável que valeu a pena, parecia um hotel de tão lindo!
Bom....lá fui eu com a enfermeira ou auxiliar, sei lá, para a tal sala pré-parto...Na espera do obstetra, entre depilação, verificação de pressão, dilatação e outras coisinhas chatas, comecei a me deparar com a realidade além das idealizações. Sabe aquela vontade de ser corajosa, papo natureba, mãe moderna (nossa, parto natural é tão antigo, né!) e tal, que quer fazer parto normal? Derreteu "tudim" ali diante da visão de  mulheres gemendo de dor conforme aumentava a tal dilatação. E eu só lá pensando que daqui a pouco eu poderia estar ali vivendo na pele aquela cena de novela de época, mas com cenário final século XX num hospital de luxo. Enfim meu médico chegou, verificou minha ficha, constatou a baixa dilatação pessoalmente e decidiu que teríamos que fazer a cesárea! Ah...quase o abracei de tanta alegria, não estava sentindo dor e nem queria chegar no ponto de uma moça logo ali à frente com a "piriquita" pulsando de dor a espera do bebe de parto natural. Francamente, na minha cabeça, dor não é natural, principalmente quando há outra opção.

E lá fui eu para a sala de cirurgia, o pai não assistiu, ficou passando mal (imagine se tivesse assistido) na sala de espera até ser avisado da chegada do bebê, talvez tivesse medo de algo dar errado, já havíamos tido uma gravidez que resultou em aborto retido, estava bem calma apesar de sempre ter temido a tal anestesia e ter inclusive passado mal quando tomei a raquidiana anteriormente. Fui elogiadíssima pelo obstetra que disse que muitas mães dão trabalho na hora do parto com comportamento histérico (juro que me lembrei das mulheres com dor na sala pré parto...sinceramente não sei se seria histeria depois de tanta dor) eu, de minha parte estava felicíssima com minha anestesia entre as vértebras que nem tinha doído tanto quanto dizem doer). O Dr Toshio era ótimo, super descontraído, falamos sobre nossa esperada princesa que ainda não tinha nome, sobre bebês e tal, tudo enquanto ele cortava as camadas de banha...Então às 15:37h nasceuuuuu....o Dr. disse: -Mãe, está esperando uma menina, mas tem uma surpresa, é um meninoooo....Nossa, foi uma emoção, até as enfermeiras ficaram espantadas, o doutor explicou na hora que era o único menino nascendo ali naquele momento, que não tinha como haver engano diante do fato de que esperávamos uma meninas pela interpretação do ultrassom. Que momento mágico, logo o trouxe ao lado de meu rosto, tão sujinho ainda e tão meu, tão pequeno, não tive a menor dúvida que era meu Príncipe Paulo que já tinha nome tão logo soubemos da gravidez, teria nome de santo como na música da "Legião Urbana" e por causa do livro "Paulo e Estevão" que o pai havia lido.
Lembro-me perfeitamente desta imagem dele ao meu lado, minhas lágrimas escorrendo pelo rosto, nossa não conseguia parar de chorar de tanta emoção....é uma imagem tão marcante que se fixa na mente que imagino nem Alzheimer apaga. Logo a notícia se espalhou, a família foi avisada da chegada do nosso querido Paulo Vinícius (o segundo nome só pra lembrar que a última palavra sempre é da mulher rsrs) e foi só alegria na sala de espera!
E ele nem teve roupinha cute de saída de maternidade porque as mais fofas eram cor de rosa, inclusive cestinho e tudo, mas ficou lindo de verde água e amarelinho. E fomos para casa agora com um nova pessoinha, nosso "Ticití Polo", para ensinarmos e aprendermos, juntos!

E lá se foram 20 anos...Ser mãe não é fácil, assim como não é ser filho, é um aprendizado eterno, tenho me esforçado e quer saber, como mãe sou uma ótima amiga e muito feliz por esse filho e amigo maravilhoso em minha vida!!

Um coração de mel de melão, de sim e de não...
É feito um bichinho no sol de manhã...
Novelo de lã no ventre da mãe bate o coração de Paulo...


Obs: Esta era a canção que mais cantava para ele quando bem pequenino....ele adorava!!!