11 de nov de 2018

Promessas, BookCrossing e livros

Quem nessa vida prometeu e nunca cumpriu?
Promessas deveriam ser pensadas antes de feitas, mas ninguém está livre de promessas vazias, as que nos fazem e as que prometemos.

Foi-se o tempo em que promessa era dívida, como dizia o ditado? 

Penso que promessas tem um certo peso, pelo sim pelo não, melhor nem fazê-las mesmo que feitas de coração, para não correr o risco de carregar essa dívida.

Há 9 anos na despedida de um curso que fiz, prometi para a professora de Comunicação que voltaria para visitá-la e que levaria os livros do filho como doação para o trabalho que ela fazia com crianças (entre outros).

Lembro até hoje dela falando que nós (alunos) prometíamos, mas quase nunca voltávamos. 

Eu disse: -Volto sim, pode esperar!


O tempo passou, nunca esqueci minha promessa, nem as aulas deliciosas da professora Nilu, pessoa de uma sensibilidade rara, de uma sabedoria imensa, daquelas que passaríamos horas e horas ouvindo, sem cansar, com toda atenção para não perder nenhum dos significados de toda aquela sabedoria.

Ano passado criei coragem e fui. 

Sim, coragem, pois tinha vergonha de não ter feito frutificar o curso que me proporcionaram, por motivos que não vêm ao caso. 
Fracassos pesam e com o passar do tempo temos que aliviar a bagagem. 

Não a encontrei, mas deixei os livros prometidos e um bilhete para ela. 

Talvez nem se lembrasse mais de mim, mas sai com a alma leve e eternamente grata por tudo que aprendi com ela naquela salinha tão simples, acolhedora onde as palavras eram a melhor e mais bonita ferramenta.

Foi ali que reavivei a vontade e necessidade de escrever.


Enquanto esperava o intervalo do horário de almoço 
fiquei sentada no banco em frente a salinha das aulas...
Foram dias felizes, de esperança e aprendizados...Saudade.



Espero que tenham chegada às mãos da Professora Nilu


Mudando de assunto (nem tanto), quem conhece o BookCrossingo Blogueiro?

Conheci através do blog Luz de Luma, Yes Party. Certa vez disse à Luma que registraria a libertação dos livros (mais uma promessa?), demorou um pouquinho mas aqui está o registro, não tão completo como gostaria, mas tá valendo.

Um (ou mais) livros"perdidos" em qualquer lugar com um bilhete explicando o BookCrossing é um ato de cidadania, pois para muitos, livros são artigos de luxo, então doar ou ganhar um livro é um grande prazer para todos envolvidos.
Deixe-os voarem!
Fazer o bem faz bem!


Mês passado comprei o livro novo de Khaled Hosseini - A Memória do Mar, bem curtinho, com ilustrações lindas, sensível ao extremo, foi inspirado no menino Alan Kurdi de 3 anos de idade, que emocionou o mundo com seu corpinho afogado na praia mostrando o drama de refugiados que desafiam a morte na esperança de um novo lar, correndo riscos inimagináveis para nós, no conforto de nosso teto, de corpo aquecido e alimentado.

Enquanto dormimos, alguns, atravessam todo tipo de "oceanos".
A humanidade se sensibiliza, mas logo se esquece, até o próximo barco, a próxima tragédia. 



Parte dos recursos angariados irão par a Agencia de Refugiados das Nações Unidas.

A memória do Mar

Quem conseguiu ler até aqui, muito obrigada pela atenção!






28 de out de 2018

Rede e redes

A rede era alegre, azul como o céu de verão, convidava para balançar nas tardes preguiçosas da vida.

A rede era para um, mas dois se enamoravam em perfeita harmonia.


A rede balançava ao som da música que tocava na sala enquanto ela cantava.


A rede ouvia as histórias dos livros que à criança ela contava.


A rede a escondia nas brincadeiras com o cachorrinho que latia, fazia folia.


A  rede girava com tantas caipirinhas saboreadas.


A rede adormecia.


E a acordava com o cheiro da comida 

que vinha da casa da vizinha.

A rede era tão cheia de vida.


E mesmo assim foi esquecida.


As redes agora são sociais e públicas.

São nuas, cruas e ferozes.
Despertam ranço nas relações.
Competição, vaidade, mentiras e desfiguração.
Ódio, inveja e ostentação.
Busca frenética por atenção.
Pouca diversão.

As redes, ditas sociais, não me atraem mais.

Quero a paz da rede de algodão
Do contato do tecido com a pele
Que acolhe afetos
Não números de ilusão.

Quero o ventinho suave do vai e vem
Na velha rede descansar.
Ouvir o tique taque do velho relógio
Até a morte me levar.








9 de out de 2018

Como seguir um blog que não tem essa opção

Alguns blogues não possuem a opção SEGUIR e receber na lista de leitura facilita bastante, pelo menos para mim que tenho a cabeça atrapalhada.

Eu tive essa dúvida e a maria Gloria Damico, através da amiga Céu, me explicou. 

É simples e está em imagens para facilitar. Não sei se em Smartphone funciona assim, pois não uso. 

A amiga Chica deixou  nos comentários uma dica de usar um aplicativo: Feedly.







Pessoal, é simples porque não domino essas coisas, espero ajudar da mesma forma que fui ajudada.