13 de abr de 2018

A música do primeiro amor


 Blogagem Coletiva Músicas da minha vida 04/12


Como esquecer do primeiro amor?

Desde menina já me via envolvida em amores platônicos.
O amor de infância se chamava Luis Carlos, não me esqueço até hoje seus traços indígena, era lindo, tinha uma cicatriz no rosto, arisco, livre... Gostei dele por anos sem que ele me correspondesse, acho que nunca soube que eu gostava dele. 

A família se mudou e meu mundo caiu não só por ele, mas porque o irmão dele também era um amigo muito próximo e se foi.
Mesmo quando já era moça ainda lembrava dele, soube que havia entra para a PM, passei anos procurando em cada moço fardado um dia ver  ser rosto moreno de índio e falar do meu amor infantil/juvenil.

No ano de 1972 passava a novela Selva de Pedra e o tema de amor de Cristiano e Simone era Rock And Roll Lullaby de B.J. Thomas, música que deve ter ficado mais de um ano nas paradas de sucesso, como se falava antigamente.


Gostava da música, mas ela me marcou por um acontecimento em especial, naquele tempo era comum circo e parque em bairros e um circo havia chegado bem perto de minha casa.

Meu irmão, que era mais velho que eu foi ao circo com esse menino que eu gostava, eram amigos. Fiquei desesperada para ir, ia ter uma apresentação com tema  terror, a semana inteira estavam anunciando, mas minha mãe não deixou, afinal devia ter no máximo 10 anos, foi frustração em dobro, não poderia assistir a peça e nem poderia ver o menino.

Era de noite, fiquei sozinha sentada na calçada (que não era calçada e sim terra) em frente ao salão fechado que tinha no terreno da minha casa...Ali chorei tanto, mas tanto, sentia um amor tão profundo que hoje fico pensando, como pode uma criança amar e sofrer daquele jeito?! 

Uma das músicas que vinha ecoando pelo ar repetidas vezes lá do circo foi essa do B.J. Thomas, tão romântica, me fez sentir a mais infeliz das meninas, o mundo acontecia lá naquele circo e eu ali sentada na escuridão iluminada pela lua  e estrelas (naquele tempo se viam muitas) chorando sem parar e revoltada com minha mãe por não ter me deixado ir.

Comentei um pouco dos meus amores (esse claro está incluído)  em uma postagem, o texto foi narrado no quadro Conte sua História de São Paulo.

Quer ouvir? sonorizado e narrado pelo Milton Jung da rádio CBN


Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva do Tacho da pepa
Quer participar ou ver outras participações?
Clique no selinho abaixo



10 de abr de 2018

10 a 0 para um sabiá




Participando da blogagem coletiva da Elaine Gaspareto
Prestando atenção nos pequenos detalhes de tudo.
Assim compreendemos melhor o universo e tudo que nele está contido.

Semana 14


Vi este sabiá lá na Casa das Rosas na avenida Paulista, ele havia pegado um inseto, não sei se um gafanhoto ou bicho-folha, aos poucos literalmente desmontou o inseto e eu tentando fazer uma boa imagem do almoço, mas 10X0 para o pássaro, nenhuma legal, ele não colaborou, afinal estava invadindo a privacidade dele que foi muito mais competente que eu.
Pelo menos ficou bonitinho o olhinho entre as delicadas folhagens.


As rosas não falam?

Semana passada fomos tomar vacina contra febre amarela e filho viu esse inseto no chão, talvez uma taturana, sei lá, coisa mais estranha, tinha no máximo uns 4 cm.
Até que uma calçada esburacada fica bonita olhada bem de perto!


Quer participar também?


Clique em Reolhar a Vida para saber como e ver outros Reolhares.




2 de abr de 2018

Gato de metal




Participando da blogagem coletiva da Elaine Gaspareto
Prestando atenção nos pequenos detalhes de tudo.
Assim compreendemos melhor o universo e tudo que nele está contido.


Semana 13

Alguém já reparou neste gato em chapa de aço de Gustavo Rosa, que fica na saída do Vale do Anhangabaú do Metrô São Bento, em Sampa?
Não sei a quanto tempo está lá, mas só o vi há uns 4 anos.

Parece solitário, desapercebido e feliz em sua jaula bem ambientada com vegetação rasteira, protegido pelas sombras das árvores e grades. 
Da próxima vez que for ao centro quero ver se faço uma tomada mais ao longe talvez do viaduto Santa Ifigênia.

-Meau!


Quer participar também?
Clique em Reolhar a Vida para saber como.


28 de mar de 2018

Sonho de existir





Participando da blogagem coletiva da Elaine Gaspareto
Prestando atenção nos pequenos detalhes de tudo.
Assim compreendemos melhor o universo e tudo que nele está contido.

Semana 12
Sonho de existir

O artista abortado me criou
Nossas mentes se sintonizaram
Pelo  duto nos conectamos 
A paisagem transformamos

Já tinha  esboço:
Nariz de metal
Cabelo vegetal
Enfeitado com flor
Queria ser Homem 
Assim como meu criador.
Queria que me vissem.
Ele me viu!
Agora existo! 
Quem me vê?

Sou Homem.
Homem de ferro.
Não sou herói.
Sou pichado no concreto
Sou o grito calado
De olhos desconfiados
Assustado
Observador
Esperando o apagador.

Quem nos vê?




Quer participar também?
Clique em Reolhar a Vida para saber como.







18 de mar de 2018

Tudo junto e reolhado



Participando da blogagem coletiva da Elaine Gaspareto
Prestando atenção nos pequenos detalhes de tudo.
Assim compreendemos melhor o universo e tudo que nele está contido.

Semana 11


Esses dias estava assistindo um vídeo de um canal do youtube que gosto o muito, o Life by Lufe, quem gosta de decoração, arquitetura, estilo de vida sem frescura, conversa leve com alma, vai gostar; fica a sugestão.

Neste vídeo onde ele vai visitar a casa de um rapaz que tem um apartamento urbano, pequeno e com  pegada de praia. 
A "materialização" da imagem de praia só veio à minha mente aos poucos, unindo um detalhe a outro, as descrições, só mais no final é que ao Reolhar a sala enxerguei o que ele havia falado lá pelos 3:25 m, a vibe da praia estava toda ali.


As vezes vemos, ouvimos, mas não conectamos todas informações, é preciso Reolhar com olhos de ver, de sentir:

O tapete é a areia
Os chinelos a presença humana
O sofá branco as ondas espumantes
A parede o mar, o céu
As plantinhas talvez coqueiros...
E quem sabe remetendo a um indígena muito antes de nós
andando pela praia...

Obs: Apesar do quadro da arara ser lindo, trocaria por uma gaivota.


Quer participar também?
Clique em Reolhar a Vida para saber como.