15 de jul de 2018

Vida de abelhas

Participando da blogagem coletiva da Elaine Gaspareto
Prestando atenção nos pequenos detalhes de tudo.
Assim compreendemos melhor o universo e tudo que nele está contido. 

Semana 28

abelha mel

Aos seus olhos não são belas
Mal percebe que são flores amarelas
O perfume que não sente
É o que me fez vir de repente.

Zum zum pra lá
Zum zum pra cá
O dia é de sol
Minhas amigas vou chamar.
Nem pense em nos espantar
É aqui que vamos ficar.

Zum zum pra cá
Zum zum pra lá
Néctar precisamos levar.
A colmeia nos espera
Doce mel vamos fabricar
Para seu mundo adoçar.

Dalva Rodrigues
14/07/2018


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8 de jul de 2018

Matinhos e florzinhas

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Semana 27

Essa semana foi fraca de Reolhar, então fui dar uma espiada no quintal, se havia algum insetinho interessante, uma flor vistosa, mas tudo está meio apagado, seco, sem vida... Há dias que não chove. 

Por aqui só as florzinhas dos matinhos com o ar da delicadeza  quando olhadas de perto.
Preciso urgentemente Reolhar meu quintal, a culpa não é só da falta de chuva.

Parece que só a espada de são Jorge resiste
Menores que uma unha e tão lindas

Mais pertinho

Não tenho medo de espinhos


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3 de jul de 2018

A calçada, a fama e o coração.

As calçadas me  parecem frias e injustas, talvez pela minha existência, que caminhou  mais pelas  esburacadas e cheias de armadilhas para os desatentos.
Calçadas ornadas com bitucas, chicletes, papéis...Pedintes que rogam a nossa caridade oculta com  olhares vazios, próprios dos desalentados.
Calçadas onde gentes se trombam, não se olham, só seguem seus caminhos planejados na correria do dia.
Em pleno alvoroço do horário de almoço no centro de São Paulo, pela rua XV de Novembro eu caminhava como mais uma formiguinha, não tão apressada, com joelhos gastos o ritmo é suave.

O som da música dele foi chegando aos poucos aos meus ouvidos.

Percorri com os olhos, o movimento dos camelôs para ver de onde vinha o som fantástico de guitarra que me atraia, talvez um vendedor de CDs gravados...Nada.
Continuei o caminho em direção à Praça Antonio Prado guiada pelo som. 

E lá estava ele, no meio da roda de pedestres que paravam para ouvi-lo, o cantor da linda voz que cantava um clássico do rock e dedilhava a guitarra com maestria.


E assim me encantei com esse artista, fiquei ali embriagada vendo aquele show ao vivo em pleno coração da cidade. 
Deixei dentro de minhas pequenas possibilidades uma pequena quantia na caixa e fui embora deixando para trás aquele momento tão precioso. Foi um privilégio do acaso.
Não perguntei seu nome.

Mais de um ano se passou e sempre pensava naquele artista de rua e em como era possível um cantor tão bom não estar tendo a chance de mostrar para o mundo toda sua potência. Como queria encontrá-lo novamente!

E o encontrei em março de 2017, dessa vez soube que era o William Lee, assisti extasiada sua apresentação, comprei o CD, vi todos seus vídeos no Youtube...Tornei-me fã do cara que representava todos os astros do rock que amava e nunca tive acesso aos shows.

A calçada nem sempre é justa ou traz fama e reconhecimento justo, mas pode ser o palco e a plateia de muita gente boa, gente de bem e competente.


Pouco tempo depois ele faleceu depois de muita luta, aliás uma vida de muita luta desde sempre, soube depois.

Senti tanto, como se fosse meu ídolo famoso que nunca tive acesso, ele era do povo e feliz com o que fazia com dedicação, competência e amor.

Senti vontade vê-lo uma última vez. Fui ao cemitério naquela tarde fria de inverno, com sol e céu limpo.


Dei adeus a ele e a todos os meus ídolos do rock que se foram e não me despedi.


Fora do velório, no banco  alguém desenhara com sementes talvez, caídas das árvores...O formato era de coração, cheio de possíveis simbolismos, meus olhos se encheram de lágrimas, desisti de sentar, fiquei em pé mesmo vendo o entra e sai de amigos e familiares que se despediam.


A moça bonita chorou copiosamente diante do querido que partira.

Veio para fora, alguém a amparava. Olhou para o coração no banco e gentilmente o desfez entre lágrimas e o consolo amigo.

Fiquei ali sozinha no velório enquanto as pessoas o acompanhavam à última morada de seu corpo. Era um momento  íntimo demais para um estranho acompanhar.

Adeus William Lee, você sempre será um sucesso!

Ao sair passei pelo banco e vendo as sementes secas espalhadas pelo banco e chão, refiz o coração.

O vento eu sabia, iria desfazer.

As calçadas ficaram mais vazias, mas o som de sua voz e guitarra ainda ecoam como respostas balançando ao vento como disse Bob Dylan.

Dalva Rodrigues
03/07/2018






1 de jul de 2018

Árvores da cidade


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Semana 26




Essa árvore vive em uma praça no meu bairro, chama a atenção pelo tronco e galhos quase brancos. 
Sempre que passo de ônibus a observo de um ângulo melhor, esses dias passei por lá a pé e fotografei.
Se fosse passarinho, queria morar nela , é linda!
Alguém sabe o nome? Conte para mim!

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24 de jun de 2018

Reolhando velhas receitas


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Semana 25 


No processo de desapegar e minimizar tudo em minha vida, cheguei finalmente a 2ª triagem das receitas. Pense em uma pessoa que desde menina guardava todo tipo de receita, enviava cartinhas para as empresas e recebia livrinhos, recortava receitas de embalagens, assistia Ofélia e por aí vai...por quase cinquenta anos.

Não foi fácil, ainda falta um pouco, retive as que faço sempre e são coringas. A maioria eram boas mas nunca testei e se não o fiz até agora, com certeza não faria, então...

Muitas receitas têm histórias, lembro da situação e de quem ganhei, lembro dos cadernos que amarelaram, que comprei para anotar ou colar...
Desapegar dos livros da União não foi fácil

Hoje receitas são instantâneas, mas ainda prefiro as "minhas" velhas receitas, cheias de histórias, de tempo "perdido" em frente a televisão aprendendo...Curto vários sites e blogues de receitas, mas só os que vibram nesta mesma pegada.


Esse pão de queijo faço há anos, ganhei a receita de um rapaz, o Gilberto, que trabalhava comigo no Metrô, é básica, sem frescura e muito melhor que pão de queijo congelado.

Pão de queijo do Gilberto

Em tempos que te pedem uma receita e nem um 'obrigado' dão, cada receita dessa que pego nas mãos agradeço a quem/o que, me deu ou ensinou. 

Tem um milhão de receitas de pão de queijo, mas a minha definitiva é a do Pão de Queijo do Gilberto.

O tempo (que resta) faz a gente ser seletivo em tudo, até numa receita de pão de queijo. 
Gratidão.


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