24 de jun. de 2018

Reolhando velhas receitas


Participando da blogagem coletiva da Elaine Gaspareto

Prestando atenção nos pequenos detalhes de tudo.
Assim compreendemos melhor o universo e tudo que nele está contido. 
Semana 25 


No processo de desapegar e minimizar tudo em minha vida, cheguei finalmente a 2ª triagem das receitas. Pense em uma pessoa que desde menina guardava todo tipo de receita, enviava cartinhas para as empresas e recebia livrinhos, recortava receitas de embalagens, assistia Ofélia e por aí vai...por quase cinquenta anos.

Não foi fácil, ainda falta um pouco, retive as que faço sempre e são coringas. A maioria eram boas mas nunca testei e se não o fiz até agora, com certeza não faria, então...

Muitas receitas têm histórias, lembro da situação e de quem ganhei, lembro dos cadernos que amarelaram, que comprei para anotar ou colar...
Desapegar dos livros da União não foi fácil

Hoje receitas são instantâneas, mas ainda prefiro as "minhas" velhas receitas, cheias de histórias, de tempo "perdido" em frente a televisão aprendendo...Curto vários sites e blogues de receitas, mas só os que vibram nesta mesma pegada.


Esse pão de queijo faço há anos, ganhei a receita de um rapaz, o Gilberto, que trabalhava comigo no Metrô, é básica, sem frescura e muito melhor que pão de queijo congelado.

Pão de queijo do Gilberto

Em tempos que te pedem uma receita e nem um 'obrigado' dão, cada receita dessa que pego nas mãos agradeço a quem/o que, me deu ou ensinou. 

Tem um milhão de receitas de pão de queijo, mas a minha definitiva é a do Pão de Queijo do Gilberto.

O tempo (que resta) faz a gente ser seletivo em tudo, até numa receita de pão de queijo. 
Gratidão.


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21 de jun. de 2018

Superman

Blogagem Coletiva 

Músicas da minha vida 06/12





Um dos recursos que uso para me "situar" nas memórias são as músicas.
O que pensava e sentia quando ouvia determinada  música em outros tempos? 
Com a pesquisa facilitada pela internet é fácil descobrir a idade que tínhamos em determinada situação.

Que gostoso quando de repente navegando nas redes deparamos com uma música que estava adormecida em nosso inconsciente e vem aquela sensação boa, como se o tempo voltasse só para dizer um 'Oi' para que o "filme" se passasse na mente mesmo que em flashes rápidos no presente.

É mágico esse link com o tempo através da música...

Quando assisti Superman O Filme em 1978, saí do cinema encantada, olhava para o céu noturno (que agora escrevendo o post me lembrei estava repleto de estrelas) sonhando acordada que pudesse aparecer o super herói lindo, forte e maravilhoso vindo do espaço e me levasse em seus braços para voar ou quem sabe aparecesse na esquina  um Clark Kent, tímido e doce para alegrar os meus dias.  

Esse encantamento pelo homem de aço durou um bom tempo, até figurinhas colecionei.

Hoje vejo o quanto era imatura aos 16 anos. E quer saber, isso foi muito bom! A fantasia faz parte do amadurecer, uns mais cedo, outros mais tarde.

A música que escolhi este mês para a BC é Can You Ride My Mind  - Maureen McGovern



Essa música sempre me transportará para aquele voo romântico na telona no longínquo  ano 1978.


Christopher Reeve faleceu em 2004 e Margot Kidder faleceu em maio passado


Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva do Tacho da pepa
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17 de jun. de 2018

Os sem nada


Participando da blogagem coletiva da Elaine Gaspareto

Prestando atenção nos pequenos detalhes de tudo.
Assim compreendemos melhor o universo e tudo que nele está contido. 
Semana 24 

Enquanto esperava o filho resolver uma documentação no cartório fiquei observando a movimentação na Praça Oswaldo Cruz no centro de Sampa, ao lado de onde ferve o coração financeiro da cidade.

A praça está tomada por pessoas em situação de rua, gente de toda idade, ali lavam e secam suas roupas nas gramas, fazem suas higienes, comem, crianças brincam, mocinhas gracejam entre si, os cães se coçam inquietos, velhos cochilam na tarde, adultos pedem ajuda aos transeuntes...


O mais irônico é o monumento Índio Pescador, que serve de cenário para esse indesejado cotidiano de vida.
O índio nu que pesca solitário no fétido chafariz sem água, sem peixe...abandonado.

Ali jaz os troféus vivos e o de metal esculpido em bronze e mutilado que nossa sociedade conquistou ao longo dos séculos.



Cabe um Reolhar para nossa História.

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10 de jun. de 2018

Quase infinitas flores


Participando da blogagem coletiva da Elaine Gaspareto
Prestando atenção nos pequenos detalhes de tudo.
Assim compreendemos melhor o universo e tudo que nele está contido. 
Semana 23


Há uns 10 dias perto de casa vi este pé de manacá- da-serra, lindo, florido e ainda cheio de botões para abrirem. 
Não está em uma rua que sempre passo, mas sua beleza exibindo a copa acima do  muro me fez caminhar até lá para vê-lo por inteiro.


Esta semana passei novamente para Reolhar, olhem como está mais lindo e ainda com muitos botões para desabrocharem!
São Paulo tem belas árvores florindo ano inteiro, não me canso de observá-las.



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3 de jun. de 2018

Amor agarradinho


Participando da blogagem coletiva da Elaine Gaspareto
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Semana 22

Amor Agarradinho
Amor agarradinho

O amor jovem é assim:
Nasce num piscar de olhos
Se envolve num abraço
Pode ser em qualquer espaço
Logo já vira laço.

Amor agarradinho
Juntinho 
Tudo é desejo!
Só pensa em beijo
Tem sabor de amoras
Sobe sorrateiro pelo muro
Quer aventura o tempo inteiro.
Se espalha faceiro
Toma conta do terreiro.

Dalva Rodrigues
03/06/18


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