31 de jul. de 2018

Empoderamento feminino?!

Participando da blogagem coletiva da Elaine Gaspareto
Prestando atenção nos pequenos detalhes de tudo.
Assim compreendemos melhor o universo e tudo que nele está contido.


Semana 30

Meu Reolhar da semana é um questionamento, mesmo com toda informação ao alcance, mulheres ainda morrem nas mãos de charlatões ou não.

Por que mulheres, não somente as jovens e ainda imaturas, as mais experientes também,  submetem seus corpos a todo tipo de invasão e loucuras para efeito estético correndo  vários tipos de perigo?

Seios grandes, bumbum grande, lábios carnudos, pele esticada, corpo esbelto, químicas nos cabelos e na pele...

Mulheres precisam mesmo disso para serem felizes ou o objetivo é fazer um homem feliz?

Mesmo que seja por nós mesmas, o preço que se paga vale?

Talvez sejamos menos empoderadas do que pensamos e temos muito a evoluir.

Temos o direito de fazermos o que quisermos com nosso corpo, mas se não houver bom senso morremos por nossas escolhas.


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23 de jul. de 2018

Ostentação

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Semana 29

Nem é preciso Reolhar para enxergar além da beleza, a ostentação. Necessária?
O "trem" é tão grande que não cabe no visor da câmera, praticamente um quarteirão inteiro.
Já dizia um personagem humorístico, templo é dinheiro.

Templo de Salomão SP SP



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19 de jul. de 2018

Palestra Itália

Blogagem Coletiva 

Músicas da minha vida 07/12


Um dia me encantei com o futebol, até meus 12 anos não ligava muito, mas na decisão de Campeonato Paulista de 1974 - Palmeiras X Corinthians me envolvi completamente, lembro até hoje que ouvi o jogo inteiro no quintal, com o rádio de pilha em cima do poço que tínhamos. Inexplicavelmente aquela vibração toda tomou conta de mim. A vitória do título foi de 1 X 0 para o verdão e daí em diante foi paixão que parecia não ter fim.

Ganhei de minha mãe a primeira camisa do time, a tradicional verde bem escuro e gola canelada branca. Depois ganhei outra de minha amiga Cidoca, durante muito tempo as mantive e foram companheiras de um tempo que não se tinha medo de usá-las, seja em jogos ou qualquer outra ocasião. Violência existia sim, mas era ato esporádico e não banalizado como hoje.

Minha amiga Cidoca  também era/é palmeirense e cantávamos o hino do nosso time direto, tanto que até hoje ainda sei inteiro. O compacto girou muito na vitrolinha.

Saudade de sentir aquela emoção espontânea que o esporte me transmitia...Foi se apagando aos poucos ao longo da vida, a paixão teve fim, mas deixou ótimas recordações.



Refrão:

...Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra
Por nosso alviverde inteiro
Que sabe ser brasileiro
Ostentando a sua fibra.


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15 de jul. de 2018

Vida de abelhas

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Semana 28

abelha mel

Aos seus olhos não são belas
Mal percebe que são flores amarelas
O perfume que não sente
É o que me fez vir de repente.

Zum zum pra lá
Zum zum pra cá
O dia é de sol
Minhas amigas vou chamar.
Nem pense em nos espantar
É aqui que vamos ficar.

Zum zum pra cá
Zum zum pra lá
Néctar precisamos levar.
A colmeia nos espera
Doce mel vamos fabricar
Para seu mundo adoçar.

Dalva Rodrigues
14/07/2018


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8 de jul. de 2018

Matinhos e florzinhas

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Semana 27

Essa semana foi fraca de Reolhar, então fui dar uma espiada no quintal, se havia algum insetinho interessante, uma flor vistosa, mas tudo está meio apagado, seco, sem vida... Há dias que não chove. 

Por aqui só as florzinhas dos matinhos com o ar da delicadeza  quando olhadas de perto.
Preciso urgentemente Reolhar meu quintal, a culpa não é só da falta de chuva.

Parece que só a espada de são Jorge resiste
Menores que uma unha e tão lindas

Mais pertinho

Não tenho medo de espinhos


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3 de jul. de 2018

A calçada, a fama e o coração.

As calçadas me  parecem frias e injustas, talvez pela minha existência, que caminhou  mais pelas  esburacadas e cheias de armadilhas para os desatentos.
Calçadas ornadas com bitucas, chicletes, papéis...Pedintes que rogam a nossa caridade oculta com  olhares vazios, próprios dos desalentados.
Calçadas onde gentes se trombam, não se olham, só seguem seus caminhos planejados na correria do dia.
Em pleno alvoroço do horário de almoço no centro de São Paulo, pela rua XV de Novembro eu caminhava como mais uma formiguinha, não tão apressada, com joelhos gastos o ritmo é suave.

O som da música dele foi chegando aos poucos aos meus ouvidos.

Percorri com os olhos, o movimento dos camelôs para ver de onde vinha o som fantástico de guitarra que me atraia, talvez um vendedor de CDs gravados...Nada.
Continuei o caminho em direção à Praça Antonio Prado guiada pelo som. 

E lá estava ele, no meio da roda de pedestres que paravam para ouvi-lo, o cantor da linda voz que cantava um clássico do rock e dedilhava a guitarra com maestria.


E assim me encantei com esse artista, fiquei ali embriagada vendo aquele show ao vivo em pleno coração da cidade. 
Deixei dentro de minhas pequenas possibilidades uma pequena quantia na caixa e fui embora deixando para trás aquele momento tão precioso. Foi um privilégio do acaso.
Não perguntei seu nome.

Mais de um ano se passou e sempre pensava naquele artista de rua e em como era possível um cantor tão bom não estar tendo a chance de mostrar para o mundo toda sua potência. Como queria encontrá-lo novamente!

E o encontrei em março de 2017, dessa vez soube que era o William Lee, assisti extasiada sua apresentação, comprei o CD, vi todos seus vídeos no Youtube...Tornei-me fã do cara que representava todos os astros do rock que amava e nunca tive acesso aos shows.

A calçada nem sempre é justa ou traz fama e reconhecimento justo, mas pode ser o palco e a plateia de muita gente boa, gente de bem e competente.


Pouco tempo depois ele faleceu depois de muita luta, aliás uma vida de muita luta desde sempre, soube depois.

Senti tanto, como se fosse meu ídolo famoso que nunca tive acesso, ele era do povo e feliz com o que fazia com dedicação, competência e amor.

Senti vontade vê-lo uma última vez. Fui ao cemitério naquela tarde fria de inverno, com sol e céu limpo.


Dei adeus a ele e a todos os meus ídolos do rock que se foram e não me despedi.


Fora do velório, no banco  alguém desenhara com sementes talvez, caídas das árvores...O formato era de coração, cheio de possíveis simbolismos, meus olhos se encheram de lágrimas, desisti de sentar, fiquei em pé mesmo vendo o entra e sai de amigos e familiares que se despediam.


A moça bonita chorou copiosamente diante do querido que partira.

Veio para fora, alguém a amparava. Olhou para o coração no banco e gentilmente o desfez entre lágrimas e o consolo amigo.

Fiquei ali sozinha no velório enquanto as pessoas o acompanhavam à última morada de seu corpo. Era um momento  íntimo demais para um estranho acompanhar.

Adeus William Lee, você sempre será um sucesso!

Ao sair passei pelo banco e vendo as sementes secas espalhadas pelo banco e chão, refiz o coração.

O vento eu sabia, iria desfazer.

As calçadas ficaram mais vazias, mas o som de sua voz e guitarra ainda ecoam como respostas balançando ao vento como disse Bob Dylan.

Dalva Rodrigues
03/07/2018






1 de jul. de 2018

Árvores da cidade


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Semana 26




Essa árvore vive em uma praça no meu bairro, chama a atenção pelo tronco e galhos quase brancos. 
Sempre que passo de ônibus a observo de um ângulo melhor, esses dias passei por lá a pé e fotografei.
Se fosse passarinho, queria morar nela , é linda!
Alguém sabe o nome? Conte para mim!

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