24 de fev. de 2020

MOSES - conto





A consciência veio lentamente se misturando ao sonho; a música trazida pelo fone de ouvidos do celular em um canto do travesseiro a despertava.
Eles estavam tão pertinho, se olhando com ternura e desejo...
Não, não queria acordar daquele doce sonho, só mais um instante...

Para sua tristeza, sonhos não são opcionais, têm autonomia e não dependem de nossa vontade.

Coincidência...O sonho, o acordar justamente com aquela música...MOSES.
Repassou mentalmente cada cena com medo de que elas se perdessem como a maioria das imagens de sonhos, em um mundo de fantasias perdidas, sonhos ou pesadelos não vividos que logo esquecemos.

Acordou do sonho que um dia sonhou acordada há muito tempo.

***

Quando a vida se arrastava, os passos não tinham  rumo, o dia era morno e o sono das noites era o refúgio, encontrou nos olhos dele a luz que acendeu novamente sua alma.
Cada passo, literalmente (e só literalmente) aumentava a esperança de encontrá-lo. 
Seu coração transbordava de uma alegria sem explicação ao imaginar o possível encontro de seus olhos naquelas tardes onde o sol ameno iluminava os olhos mais doces e "falantes" que já vira . 
Provavelmente aqueles olhos não falassem a sua língua, mas era a que ela desejava, uma necessidade de se agarrar a vida e assim acreditava naquela linguagem mágica, quase sempre muda.
Caminhava pelas calçadas como se pisasse em nuvens, imersa nas baladas e rocks arquivados no velho MP3 player, o coração pulsando na esperança de vê-lo nem que fosse de longe.

Nas vezes que seus olhos se encontravam gravava na retina aquele rosto lindo, moldado de luz e ternura.
Era o alimento para suas fantasias e seus dias.

Passagem de O Pequeno Príncipe, a raposa para o principezinho:

-Minha vida é monótona. Eu caço galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso me aborreço um pouco.Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol.Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.O teu me chamará para fora da toca,como se fosse música.

A toca era a vida inanimada que a abrigava, solitária e invisível.
Ele era o raio de sol.
Se ele sorria, seu coração disparava, sorria por fora e por dentro, sentia uma vontade imensa de dançar, sozinha rodopiar, pular, deixar o corpo fluir no ritmo da  música e do prazer daqueles míseros e profundos instantes.

Passagem de O Pequeno Príncipe, a raposa para o principezinho:

E depois,olha! Vês lá longe,os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil.Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo,que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
campos de trigo
Ainda hoje ela imagina o barulho do vento no trigo
e lembra dele agradecida
pela luz

Não o cativou, nem era a intensão, embora tivesse lhe contado de seu amor, era um querer não querendo. 
Ela só precisava da força daquele sentir vibrando em si.

Iludiu-se conscientemente até se incomodar com o  insensato amor que preenchia seu vazio.

Tudo que tinha era apenas olhares e sempre seria assim até o dia que seus olhos não mais pudessem se encontrar, seus rumos encontrassem outros caminhos que não se cruzassem. 


Onde estaria o botão de basta, se não dentro dela? Como desapegar de um amor sentido nas tardes vazias de si e do mundo?

Não foi um processo instantâneo como o encantamento, ridicularizou-se diariamente, como as cartas de amor.

Procurou pelos corredores em busca  dele, subiu e desceu escadas na esperança e vergonha íntima dessa perseguição visual e emocional que dominava sua mente.
Subiu aos céus e desceu. Várias vezes.

Naquele dia quando o avistou ao longe, parou os passos, era risível e insensata essa busca.
Desviou o caminho, decidiu do fundo do coração, deixar aquele céu iluminado: 

-Agora chega!


***

QUASE, NADA, TUDO.  divagação


Dias desses ao longo do passar a vida alguns amores poderiam ter acontecido: um leve toque de mãos inesperado, um encontro de olhares mais profundo, um sentar lado a lado e conversar sentindo o perfume fresco perturbador, afinidades de alma e vida...

Eles não aconteceram, os encontros não são de exata, são de ética, nem sempre é o momento certo, acabam ficando no bem querer fraterno, num cantinho do coração.


Hora errada e  cabeça dura coloca infames no percurso. Livrai-nos de todo o mal, esses não contam.

Uma coisa é certa, os bem vividos enquanto duram, deixam boas lembranças e/ou  frutos.

O único amor que possuímos (pelo menos teoricamente) é o nosso.
Ninguém é dono do amor do outro.


Dalva Rodrigues
24/02/2020







82 comentários:

  1. UAU,Dalva! O que te dizer? Li,reli e me deliciei com cada parágrafo. Um amor que poderia ter acontecido, acordado em sonho por uma música... Amor que não aconteceu ,sabe-se lá o motivo, mas as lembranças dos simples encostar de mãos já faz crescer o sentimento! Simplesmente maravilhoso do início ao fim. És demais! Deves publicar um livro, já te falei! perfeito tudo! PARABÉNS! beijos, tudo de bom,chica

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Chica, sempre tão incentivadora e querida, fico feliz que tenha gostado! bjs

      Excluir
  2. Belo conto. Cheio de emoções. Bjs querida

    ResponderExcluir
  3. Eu não venho te dar um susto,
    mas te jogar confete, dar um
    beijo e dize que te gosto.
    Boa noite, minha querida amiga.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Silvio A, sempre gentil, aceito o confete e o susto fica para o Halloween:D bjs

      Excluir
    2. Amiga, estou de passagem,
      mas como ir à Roma e não
      beijar o anel do papa, portanto,
      um beijo, com máscara e tudo.

      Excluir
    3. Obrigada pelo carinho, Silvio, cuidado que Roma está pior que aqui, por enquanto.bj

      Excluir
  4. Dalva,
    Este teu jeito de escrita, maduro e retilíneo me fascina.
    É bom entender que o Mundo não está de todo perdido, pois, a inteligência surge e nos arrebata.
    Aqui nesta bela passagem da “raposa e do principezinho”, que se misturou com os teus escritos, fez com certeza, que os leitores sonhassem os teus sonhos, pois, o que seria dos seres humanos de bem, sem os sonhos?
    Muito bom!
    Beijos!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Doug, pelo comentário tão generoso, nem sei se mereço,mas fiquei feliz! bjs

      Excluir
  5. Olá, Dalvita,

    Eis outro texto teu muito interessante. Hoje eu acho que este tipo de amor é mais comum mesmo é nas nossas fantasias e em nossas idealizações. Não é que não possa existir algo assim no mundo real, em nossas rotinas monótonas, como a vida da raposa mencionada no conto, rsrs. Pode existir sim, já tomamos conhecimento de estórias de amor muito especiais, não é verdade?
    Todavia, na vida real a gente tende a ir logo absorvendo e banalizando os sentimentos que nos unem a pessoas que estão próximas e a quem temos acesso irrestrito (conhecendo-as, por isso, muito bem). Talvez seja aquele lance da frase celebrizada pelo Marcel Proust: "Apenas amamos aquilo que não possuímos por completo". Há muito exagero nessa frase, mas não é tampouco uma total mentira, rsrs.

    Beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marly, concordo com tudo que disse, apesar de ser romântica, aposentada, diga-se de passagem, não acredito em amor romântico, idealizado. No passado, em outros contextos da nossa sociedade podia até acontecer, na atualidade é pouco provável, quem quer casar e viver juntos para sempre terá que ter em mente parceria acima de tudo, respeito e aceitação da individualidade do outro...É para os fortes mesmo, por isso a molecada casa e se separa rapidamente.
      Não acho a frase exagerada, por isso os amores platônicos são intensos. Os humanos são complexos demais para viverem juntos (passionalmente ou não) em paz, poucos conseguem.
      Obrigada amiga, pela abordagem do tema, bjs

      Excluir
  6. Tem razão aquele que diz que
    tamanho não é prova de qualidade,
    não é mesmo Dalva?(rs) O meu pai,
    pelo menos, que tinha 1,62m e pesava
    50 quilos nocauteou o meu tio, irmão
    de minha mãe que media 1,92 e pesava
    90 quilos num ring que tínhamos em
    nossa casa e como todos devem saber
    papai foi boxeador a maior parte
    de vida dele.
    Um beijo e bom dia, minha doce e querida
    amiga.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cada caso é um caso, meu amigo, não dá para generalizar...bjs

      Excluir
  7. Boa noite, Dalva!
    Gosto tanto dos teus textos, já falei pra você várias vezes...mas você oferece essa escrita madura e retilínea, como bem disse o Douglas, em doses homeopáticas, e não é com frequencia...
    Agora, certo é que quando você libera seus textos, sempre aacontece uma surpresa encantadora.

    Sobre o amor: Amar é dormir abraçado, acordar durante a madrugada e dar e receber um beijo, é andar de mãos dadas, ficar em silêncio, rir juntos, ouvir com paciência, dar e receber o ombra quando um chora. Amar é estar em sintonia, sentir a presença mesmo que distantes. Amar faz parte da natureza.
    Apenas, que eu saiba, só os psicopatas desconhecem o bem estar que o amor provoca.
    Precisamos não confundir carência com amor, pois uma coisa não tem nada a ver com a outra. O jeito é deixar o coração em modo stand by, não se fechar, quem sabe o amor não bate na porta???
    Ame-se, acima de tudo. E não permita que ninguém macule o seu amor próprio.

    Esse é meu ponto de vista, mas não me leve muito a sério, sou suspeita pra falar de amor, mas falo assim mesmo, de teimosa e apaixonada que sou rsss!
    Uma semana de paz no coração e muitas alegrias.
    Bjs.

    Tem um versículo na bíblia que diz:
    "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
    Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
    Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
    Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
    Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

    Eclesiastes 3

    A gente tem medo de amar...acho que a gente foge do amor como o diabo (dizem que) foge da cruz rsss!

    Siga o conselho da chica, você provávelmente já tem um livro pronto na sua mente e coração. Ponha em prática, antes que o tempo venha apagar as memórias, o que eu espero que não aconteça tãaao cedo!
    Gostei mesmo de te ler.
    Um forte abraço, minha querida amiga!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sandra, querida, obrigada pelo comentário animador!!
      Quanto a livros, amigas , sou cética, não rola, nem que eu tivesse nas mangas uma história fantástica escrita, é um mercado restrito e até os grandes escritores estão com restrições em publicar, imagine eu, desconhecida que nunca publicou. E mesmo que conseguisse publicar, vender é outro papo.
      Sem contar que meu cérebro não ajuda, um continho como este demora dias para tomar formato e a história ser ajustada. De qualquer forma escrever aqui já me deixa feliz, mesmo que poucos leiam, me sinto feliz qdo escrevo algo que realmente gosto.

      Sobre amor...Lembrei do álbum de figurinhas Amar é...lembra? Sandra vc é uma romântica!!
      Eu me sinto completamente de boa sozinha, acho que já vivi bastante amores (muito pouco se comparado as gerações posteriores a minha), meu coração não dispara mais por ninguém, só por uma subida íngreme! :D
      Amor eu não invento, nem para me distrair.
      Adorei a explanação sobre o tema amor/amar! bjs

      Excluir
  8. Dalva,
    Foi mal porque estou no celular, amiga.
    Mas acho que você vai acabar entendendo se juntar lé com lé e cré com cré.

    ResponderExcluir
  9. Uma beleza de texto com profundas reflexões e conclusivo fechamento,
    que todo o ser deveria captar e sofrer menos, o amor não domina, não pertence.
    O amor apenas existe e flui por assim ser.
    Abraços com carinho Dalva.
    Um bom resto de semana depois de um feriado onde a fantasia ocupou seu espaço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Toninho, obrigada pela presença e comentário!
      Boa semana mais curtinha, bjs!

      Excluir
  10. "Ele era o raio de sol.
    Se ele sorria, seu coração disparava, sorria por fora e por dentro, sentia uma vontade imensa de dançar, sozinha rodopiar, pular, deixar o corpo fluir no ritmo da música e do prazer daqueles míseros e profundos instantes."

    Bom dia de encantos amorosos, querida amiga Dalva!
    Que linda postagem do início ao fim!
    Os recortes do Pequeno Príncipe deram uma formosura toda especial aqui.
    Abençoados sejam os que amam
    O vídeo musical é belíssimo.
    Tenha dias felizes!
    Bjm carinhoso e fraterno

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pela leitura e comentário, Rosélia! Uma pitada de PP sempre cai bem. bjs

      Excluir
  11. Sabe lendo divaguei "gosotoso" relembrando aqueles momentos em que a gente entra em um ambiente lotado e a pessoa amada parece que se sobressai..... Tão delicioso....
    A escolha da musica também foi perfeita.
    Muita Luz e Paz
    Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bem lembrado Adelaide, mágico isso! Obrigada, bjs

      Excluir
  12. Oi Dalva estava lendo e lembrando da adolescência, onde ficávamos apaixonadas, olhando, esperando, sonhando, e quando por um momento o olhar cruzava, já criávamos inúmeras fantasias que nos fazia sofrer e ao mesmo tempo nos fazia feliz.
    Muitos beijos,Vi

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vi, era bom, né, apesar da sofrência hehe Obrigada, bjs

      Excluir
  13. OI DALVA!

    TÃO BONITO!
    ACHEI PERFEITO TEU TEXTO E O FINALIZAS OBSERVANDO QUE NINGUÉM É DONO DO AMOR DO OUTRO E ISSO NOS DÁ UM SOLAVANCO.
    ABRÇS AMIGA

    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigada pelas palavras carinhosas, Zilani! As vezes um solavanco é oportuno, bjs

      Excluir
  14. Querida Dalva, você escreve com total verdade e maturidade! Gostei muito do conto e muito, muito do seu texto 'divagando'... Poucas pessoas chegam a essa conclusão com a serenidade que você chegou. Amar não é obrigação de uma vida inteira, se amou, foi feliz... pronto, faça com o que quiser com seus sentimentos que vai dar certo. A gente sabe onde está a felicidade.
    Beijo, parabéns, amiga!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, Tais, é exatamente isso!
      Obrigada pelas palavras generosas, fico muito feliz!bjs

      Excluir
  15. Olá, Dalva!

    Gostei da forma que contas a história (conto sempre foi um gênero da literatura que sempre me atraiu).

    Inicias assim teu conto:

    “A consciência veio lentamente se misturando ao sonho; a música trazida pelo fone de ouvidos do celular em um canto do travesseiro a despertava.”

    Parabéns!

    Um ótimo finalde semana, amiga Dalva.

    Beijo.
    Pedro

    ResponderExcluir
  16. Obrigada pela presença e comentário, amigo! Também gosto de ritmo dos contos, tanto para ler como para escrever, não dá tempo da minha memória apagar. bjs

    ResponderExcluir
  17. Boa Noite Amiga querida!

    Depois de uma longa temporada afastada dos bloggers e sem o poetizando, o coração apertou com saudade e aqui estou com o convite para iniciarmos a segunda edição- nº 01.
    Ficarei feliz com sua volta, ao projeto pois sua participação só enobrece esta BC.
    Nesta edição, postarei de 15 em 15 dias, ou seja duas vezes ao mês, para que haja tempo para todos participarem e visitar os amigos e amigas participantes .
    Espero, sugestões, pois este projeto já não é só do meu blogger e nosso!

    Com o pensamento do grande Vinicius de Moraes, fortaleço o convite, que é do fundo do meu coração.

    ”Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia”.


    Abraços da amiga Lourdes Duarte

    https://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  18. Conto maravilhoso que nos conduz ao encantamento junto com o interlace da passagens do livro o Pequeno Príncipe, amei, parabéns!
    Beijos no coração!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lucia, obrigada pela leitura e comentário! Bom domingo, bjs

      Excluir
  19. Palavras sábias e encantadoras.
    Deliciosas.
    Li e reli.
    E quanto ao amor.
    O meu transborda.
    Muita luz no seu poetizar.
    Um sorriso de gratidão.🌸
    Megy Maia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pela visita e comentário, Megy, retribuirei! Abraço!

      Excluir
  20. OI Dalva, amei ler o seu texto ouvindo a música.
    Realmente sonhos têm autonomia. Já acordei no meio de um sonho e quis conduzi-lo ao voltar a dormir, mas não rolou.
    É encontros não são de exatas...
    Finalizou com sabedoria.
    Amei tudo.
    beijos



    Inventando com a Mamãe / Instagram  / Facebook / Pinterest

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Chris, Coldplay é mesmo tudo de bom! bjs

      Excluir
  21. Não conhecia o blog.
    Hei-de voltar.

    Saudações poéticas!

    ResponderExcluir
  22. Querida Dalva, vim agradecer sua visita e me deparo com esse magnífico conto. Parabéns! Amei ler essa interessante história e me prendeu atenção como se estivesse assistindo um filme. Parabéns! Você é uma escritora de bom gosto. Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Lourdes, me deixa muito feliz que tenha curtido! bjs

      Excluir
  23. Dalva,
    Adorei o texto e a citação
    ao Pequeno Príncipe.
    Bjins
    CatiahoAlc.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pela leitura e comentártio, Catiaho! Abraço

      Excluir
  24. Minha querida Dalva,
    Durante a vida vários são os amores que nos iluminam o trajeto... platônicos, casuais, passageiros, efervescentes, tímidos, ousados...e você soube retratar estas fases com perfeição.
    Romântica incurável que sou, mesmo do alto dos meus 8.2 , viajei com você em suas narrativas, amei ver os trechos do Pequeno Príncipe tão bem inseridos em seu contexto. E a música embalando os nossos pensamentos e as suas divagações trouxe o perfume, o aroma , a luz que coroou e poetizou mais ainda o seu romantismo tão doce. E, como eu disse e você tanto gostou, senti que "pisava de mansinho para não acordar tanta beleza"...
    Um beijo carinhoso pra você, minha inspirada amiga!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Leninha querida, que presente a sua frase tão profunda e sensível aqui...definitivamente é um elogio ao meu texto, pode até parecer soberba, mas me sinto orgulhosa e também privilegiada com seu carinho.

      "pisava de mansinho para não acordar tanta beleza"... Leninha Brandão.

      Excluir
  25. Querida Dalva
    Lindo texto! Adorei a reflexão.
    O amor maior, é o nosso e isso não é ser egoísta.
    Ninguém é dono do amor do outro...adorei!
    AMO suas visitas ao blog
    Beijos
    Claudia

    ResponderExcluir
  26. Cláudia, sempre querida, obrigada pelo carinho! bjs

    ResponderExcluir
  27. Dalva, tem hora que me dá vontade de
    pegar a bicicleta, o avião ou sei lá o que e
    com quem e viajaria até você para lhe dar um
    abraço, um beijo e uma flor.
    E tudo por conta das coisas que você fala e
    que tanto mexe comigo. Dalva, obrigado por
    ser minha amiga. Muito obrigado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada amigo, que bom que entre uma abobrinha que falo e outra, alguma fala o emociona.
      Recebo aqui virtualmente seus mimos, bjs

      Excluir
  28. Oi, Dalva!
    Vim agradecer sua visita no blog e o comentário que fez, sempre com excelentes observações para o meu crescimento.
    Agora, a bruxinha não foi feita por mim, quem dera!!! Se tem uma coisa que sou frustrada é por não ter aprendido a modelar e costurar tecidos. Como eu queria criar bonecas de pano... mas tá ótimo como está.
    Beijos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sandra,obrigada! Estou no time e fazer espantalho foi a única coisa que aprendi a modelar em biscuit :D
      De qualquer forma bonequinha é uma graça, cheia de vida, energia e foi escolhida por você para ilustrar.
      Abração e bom final de semana!

      Excluir
  29. Boa noite querida Dalva,

    Que habilidade vc tem menina, que bela narrativa, um conto amoroso, reflexivo e envolvente desde o início ao fim, li e gostei, fechou com chave de ouro, qdo expressou a bela frase...

    ..."O único amor que possuímos (pelo menos teoricamente) é o nosso.
    Ninguém é dono do amor do outro."

    Moses, um deleite para os tímpanos, td do ColdPlay.

    Feliz findi.
    Bjsss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Diná, obrigada pelas palavras carinhosas!
      Eles são maravilhosos mesmo, amo tudo deles também!bjs

      Excluir
  30. Feliz Dia Das Mulheres.
    Um ramo de 💐
    Para outra flor.
    Sorrisos de candura.
    Megy Maia

    ResponderExcluir
  31. Feliz Dia Das Mulheres.
    Um ramo de 💐
    Para outra flor.
    Sorrisos de candura.
    Megy Maia

    ResponderExcluir
  32. Olá, Dalva!

    Que narrativa, que conto fantástico! Me prendeu da primeira à última palavra, tal como o vídeo.

    O amor é um sentimento volátil e único e ninguém é dono de ninguém, embora alguns (umas) possam pensar bem o contrário.

    Beijos e feliz DIA DA MULHER (a gente sabe k isso é só teoria, mas convém salientar).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Céu, querida, obrigada pelo comentário carinhoso!
      Sim...A possessividade não tem nada a ver com amor, acho...mas já fui muito ciumenta hehe
      bjs

      Excluir
  33. O amor não se procura, ele passa por nós... só é preciso agarrá-lo no momento certo.
    Gostei muito do conto, é magnífico.
    Dalva, obrigado pala su visita ecomentário. Volte sempre.
    Beijo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada Jaime, pela leitura e comentário!
      Voltarei, sim! bjs

      Excluir
  34. Obrigada pelas floridas palavras no meu cantinho.
    Um sorriso de gratidão.🌸
    Megy Maia

    ResponderExcluir
  35. Dalva, você sabe que seus comentários nos arrastam
    pro seu blog tão logo são lidos, mas nesse caso eu
    quero dizer a você que fui ao lançamento de um livro,
    no sábado passado, que trata desse assunto; daquele
    que gerou seu comentário e encheu os meus olhos d'água.
    Te amo muito, minha amiga. Obrigado pela presença na
    minha página, pelas palavras gostosas que diz e que
    tanto mexem comigo.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Silvio, querido, to até com medo de comentar e você chorar hehehe brincadeira, mas sorria, tá bom? As vezes juntam trocentas coisas e a gente fica mesmo mais sensível. bjs

      Excluir
  36. Um conto muito bonito. O Amor é lindo quando correspondido

    Felicidades

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Ricardo, pela leitura e comentário! bjs

      Excluir
  37. A vida é sempre bonita!
    Tragédia humana é a morte.
    Temos que viver, de sorte
    Sabendo que em nós habita
    Misericórdia infinita
    E luz acesa na mente
    Para seguirmos em frente
    Sonhando sempre com amor
    Que seja do jeito que for
    O amor diviniza a gente!

    Grande abraço, Dalva! Laerte.

    ResponderExcluir
  38. Oi Dalva vim pensando que já tinha a brincadeira do caderno, kkkkkkk
    Boa semana,beijos,Vi

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vi, desanimei :D Acho que já era!
      Senti sua falta na quinta, bjs

      Excluir
  39. Olá querida Dalva, que belíssimo conto!
    Realmente o único amor que temos ao nosso alcance é o amor próprio, não controlamos os sentimentos alheios. Eu não conhecia essa música do Coldplay, mas já vai para a minha playlist...rs!
    Um beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Alécio! É linda, né! Esse álbum inteiro deles é maravilhoso!
      Curta o som, bjs!

      Excluir
  40. Passei para ver as novidades...
    Aproveito para lhe desejar um bom fim de semana, querida amiga Dalva.
    Beijo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Jaime, obrigada pela espiada por aqui, amanhã terá postagem, amigo. bj

      Excluir
  41. Você escreve tão bem, Dalva. Tão gostoso ler seus textos, tão claros, tão bem escritos. Adoro

    ResponderExcluir
  42. Boa tarde Dalva!
    Um conto muito inteligente lindamente construído, que me levou a uma breve reflexão. Esse texto do Pequeno Príncipe gostei por demais, uma colocação perfeita. Sabe Dalva, Sonho não depende da nossa vontade. Que bom se fosse né? Realmente o único amor que possuímos é o nosso. Bem finalizado.
    Beijo e ótimo fim de semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada Smareis, querida! As passagens de O Pequeno Príncipe muitas vezes se encaixam na vida da gente...bjs

      Excluir
  43. "O único amor que possuímos (pelo menos teoricamente) é o nosso.
    Ninguém é dono do amor do outro."
    Parabéns Dalva, pelo conto lindo, inspirador e muito bem escrito, e pela escolha musical.
    Obrigada pelas visitas ao meu Rol.
    Beijo, proteja-se do malvado vírus.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pela leitura e comentário, Teresa!
      Cuidemos-nos, Teresa! bjs

      Excluir