1 de jun. de 2020

Silêncio e barulho nas ruas

Bateu um silêncio inexplicável, meio parecido com cansaço,  bate aquela sensação de desânimo, parece que os caminhos estão quase sempre tortos, as soluções se distanciam quanto mais você caminha. 
As ruas se tornam frias, não fervem de pessoas, ficam tristes mesmo com o belo tom de cinza.

Estávamos começando a prestar atenção no Coronavírus por aqui, ainda se dizia que máscaras eram só para quem estava com algum sintoma ou fosse do grupo de risco. 
Sem máscara, mas já cuidadosa, levando meu frasquinho de álcool em gel, evitando ao máximo tocar nos objetos e mobílias em um ambiente grande e cheio de pessoas na  triagem da Defensoria Pública na Rua Boa Vista, centro de São Paulo.
Pessoas impacientes esperam a chamada de sua senha, não ficam serenas nem quando têm tempo de acalmar a mente. 
Estava inquieta, tudo que queria era voltar para casa com problema resolvido, fugir da sensação do que já pressentia ser iminente perigo. 
Nada resolvido, mas encaminhado, o estagiário orientou-me  para pegar um certificado logo ali na agência do INSS no Viaduto Santa Ifigênia, perto de onde  estava.
Saí do prédio aliviada por respirar o ar "puro" que na cidade é quase sempre poluído, pareceu-me mais seguro, melhor poluição do que vírus devastador.
Estava frio, garoa insistente, daquelas que lembram os velhos tempos da cidade, abri a sombrinha, caminhei até lá, cuidando para não tropeçar ou escorregar no chão molhado. Uma fratura...SAMU, pronto socorro...Isso me deu calafrios.
Neurose 2020.
Um olhar no chão, outro ao redor, outro ainda no céu que chorava lágrimas fininhas que limpavam a poluição sem no entanto o poder de álcool e sabão.
Chegando na agência me falaram que antes tinha que agendar por telefone para fazer a solicitação. Nem reclamei da informação do estagiário que me deu a orientação, havia sido tão atencioso. 
Logo estaria em casa, banho quente, finalmente um café amargo revigorante. Em segurança...(será?).
Voltei calmamente pelo famoso viaduto observando ao longe o que supus ser um grafite borrado (pela minha visão imperfeita) na parede de um prédio no Largo de São Bento. 
Tirei algumas fotos aproveitando o vazio da tarde sem correr risco de ter o celular roubado, fato comum na região.




Parei na metade do caminho, lembrei da cena  de Black Mirror (S05E01) onde o personagem aparecia no famoso Viaduto. 

Cena de Black Mirror

Ainda não tinha noção do quanto o tema Coronavírus estaria em nosso cotidiano e viveríamos uma realidade digna de ficção.

Segui, o borrão desenhado foi tomando formato: a imagem do cantor Raul Seixas, poderoso com suas músicas que eram um grito louco que transbordava sensatez.
A caminhada não havia sido à toa, tirei mais algumas fotos, fiquei algum tempo observando o trabalho (descobri mais tarde que era do fotógrafo Rui Mendes, é uma foto de 1987 ampliada) e voltei para o silêncio interior, rumo ao terminal de ônibus onde me misturei à multidão que já começava a voltar para a periferia que para muitos é dormitório.

Tirei essas fotos no dia 28 de Fevereiro/20.
Veio a quarentena, tudo parecia ter ficado mais silencioso ainda, em todos os lugares do mundo.
Vieram as mortes, de pessoas, não de números.
Ainda há cheiro de morte no ar, mas neste domingo, 31/05, parecia cheio de barulhos de vida acontecendo, pipas no céu, risos, fogos, movimento. 
Ilusão de que está tudo bem ou estão vivendo o dia como se fosse o último?
Depois de um tempo o silêncio parece que foi quebrado, serão as mortes banalizadas também? Mais um medo com o qual nos acostumaremos?

A Historia não para, acontece o tempo todo.
O mundo quer respirar...Saúde, liberdade e dignidade.
Algumas ruas no mundo ferveram estes dias, apesar de todo perigo.

O que escreveria e cantaria o  Maluco Beleza diante do que virou uma Pandemia? 
Será que a Terra ainda para, ou ainda teremos que nos exterminar para a vida na Terra continuar?


O Segredo da Luz - Raul Seixas

Os olhos verdes que piscam no escuro de céu
Filho da luz, fui nascido da lua e do sol!
Nas noites mais negras do ano eu mostro minha voz;
Estrelas, estrelas
As estrelas elas brilham como eu!
As nuvens vagueiam no espaço sem lar nem raiz
0 ódio não é o real é a ausência do amor
No fim é um grande oceano, mãe, mãe filho e luz…
Estrelas, estrelas
As estrelas elas brilham com nós!
As trevas da noite assustam escondendo o segredo da luz!
Da luz que gargalha do medo do escuro
Que é quando os meus olhos não podem enxergar!
Dia , noite,
Se é dia sou dono do mundo e me sinto filho do sol
Se é noite eu me entrego às estrelas em busca de um farol
Estrelas, estrelas,
As estrelas elas brilham como eu.
As trevas da noite…

72 comentários:

  1. Tão lindo te ler e acompanhar cada paragrafo, esperando mais! Lindas fotos e naquele dia 28 fevereiro, ainda estávamos livres, pelo menos em pensamento...Ouvíamos falar no tal vírus e no entanto, parecia que estava tão distante de nós. Aí então começaram as mortes...Colégios fechando ,parques, lojas, tudo... E nós em cada protegidas ficamos! Ainda assim estamos, embora o povo esteja já se aventurando... Espero que a consciência e responsabilidade predominem e não tenhamos mortes e mais mortes a chorar... E assim vamos, esperando que tudo isso termine e que possamos circular com segurança e naturalidade ,naquilo que será o novo normal..O de antes, creio eu, jamais voltará! beijos, adorei te ler! chica

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  2. Chica, obrigada pela presença sempre afetuosa! Tomara, porque com medo é muito ruim! bjs

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  3. Amiga Dalva,
    Sua resenha está perfeita, completa, eu assino embaixo, pois, desde o começo deste tempo distópico, que o Mundo vive (de joelhos devido à “COVID-19”), só deixei de trabalhar na minha folga semanal (como se o anormal fosse normal)... Vi ruas vazias, “lockdown”, gente sem máscara, gente mascarada... Vi empatia e agora, alguns focos de intolerância (seriam sintomas da quarentena?) - Cada um tire suas próprias conclusões.
    Quanto ao “Novo Normal”, este não será fácil de se compreender, tenha certeza disso.
    Raul Seixas... Esse sabia das coisas!
    Beijos. E um minuto de silêncio, para tantas vidas perdidas, neste 1° de junho ainda muito pandêmico no Mundo.

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    1. Obrigada pela visita e comentário, Doug, também sinto o mundo ainda muito pandêmico e perigoso em todos os sentidos. Bjs

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  4. Bom dia de paz, querida amiga Dalva!
    Olho do alto aqui e vejo pessoas de máscara... outras, não.
    Nunca imaginamos passar por tanta coisa, por tantos desafios.
    Já estamos com novos hábitos, novo modo de viver, pois à beira de 90 dias de isolamento solidário estamos.
    Você terminou seu post com um questionamento profundo. Não quero crer que para o mundo dobreviver, tenhamos todos que perecer, entretanto...
    Pela música, poetas cantores podem sim revelar profecias..
    Chamamos de loucos os que vivem à frente do seu tempo.
    Tenha um junho abençoado!
    Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem

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    1. Obrigada pela visita e comentário, Roselia, sigamos (aqueles que puderem) na quarentena porque nada está sob controle. BJs

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  5. Por aí também se roubam celulares? É mesmo um vírus universal, lol
    .
    Um dia feliz

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    1. Sim, Ricardo, a desigualdade neste país vive há séculos a estimular violências que fazem mal a todos. Obrigada pelo comentário, bjs

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    2. Bom dia, Dalva!
      O texto que me pareceu de uma pessoa"resignada" e realista, que consegue olhar o que acontece no mundo com lentes limpas, raridade! A maioria usa óculos com lentes coloridas, pra doer menos... e vamos tocando a vida, e passando a boiada, esperando nossa hora e vez de encontrar um lugar ao sol, um pequeno direito que a nós custa tanto...daí temos que esperar, e esperar, e pegar documento aqui e lá... sinceramente? A vida, minimamente digna, é para poucos, até morrer, agora é banal (ou sempre pareceu e eu não percebia?)
      As fotos são o retrato dos seus sentimentos revelados no texto maravilhoso, gostei desse olhar ousado, analítico!
      Raulzito é bem o número que calço, rss! Adoro o profeta Raul Seixas, o "maluco beleza".
      Quanto a autora do texto eu tenho maior admiração, respeito e confiança,
      um abraço forte!

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    3. Sandra, sua leitura foi profunda, nem eu tinha me ligado no quanto o texto contém de resignação, agora relendo com sua percepção percebo claramente as conexões. Você está 100% correta.
      Acho que agora é só mais um tipo de morte banalizada, mas esta tem que ser curada ou será o caos social, que não é bom para ninguém.
      Abraço, amiga, querida e obrigada por me abrir os olhos para uma leitura interior!

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  6. Oi Dalva, bt!
    Mais uma vez vc consegue expressar exatamente o que muito de nós gostaríamos. Parabéns!
    Bjssss

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    1. Obrigada, Dinha! Não ligo para erros gramaticais ou de ortografia, vivo comendo 'esses' e outras letrinhas :D bjs

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  7. Boa tardinha querida Dalva,

    Uma resenha muito bem escrita, nela está contida a realidade dos confinados. Você [e talentosa e expressa muitíssinmo bem os sentirez. Jamais imaginamos que 2020 nos traria momentos assim.
    Aplausos amiga.

    Bjs e boa continuação semana.

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    1. E não é, Diná? Esse ano está sendo surreal! Obrigada, bjs

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  8. Olá, como tem passado?

    Olhe, amiga, eu nunca cheguei a perceber se se deve usar máscara, ou não.

    Tenho ouvido tantas iminências dizer uma coisa e outra...

    Saudações minhas!

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    1. Bem. Quanto às máscaras, melhor usar o bom senso. Abraço.

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  9. A pandemia nos fez ingressar numa conjuntura surreal e ainda veio combinada com uma grave crise política e econômica. Os especialistas dizem que - no Brasil - ainda não alcançamos o pico de ocorrências da Covid 19 e suas prováveis mortes, o que não é nada animador. Aqui em Brasília a proibição de aglomeração- festas-eventos, comércio etc. só se concretizou no dia 19 de março, de modo que - tranquilos e desavisados - fizemos o aniversário de minha filha mais nova no dia 14 (eu até comentei antes que estava receosa, por conta das notícias que vinham de outras partes, mas a aniversariante me dissuadiu). Depois eu soube de uma família daí de São Paulo (de Itapecerica da Serra) que perdeu 3 parentes - para o Coronavírus - por causa de uma festa que deram no dia 13. Agora veja o perigo!
    Concordo com o Raul Seixas, "0 ódio não é o real é a ausência do amor", assim como a escuridão também é só a ausência da luz. Penso que é melhor a gente se proteger, pois o vírus é realmente pergigoso. Mas não devemos deixar que a neura que nos cerca tire a nossa alegria de viver...

    Beijo

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    1. O perigo pode estar ao ladinho...No começo não tínhamos tantas informações, eu mesma saí para jantar fora com o filho nesta semana que vc citou, uma semana depois eu já não teria ido.
      Marly, tá difícil encontrar a luz nesta escuridão pelo conjunto todo, só dentro de casa, no nosso mundo interior para se abrigar...Obrigada, bjs

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  10. Querida Dalva, quando íamos pensar que seríamos os protagonistas de uma pandemia? E que pandemia era tudo isso, nos 4 cantos do mundo? Estou em quarentena, e tenho medo de sair, vá lá que não morra por causa da pandemia, mas de uma bala perdida, com essas ruas desertas?
    Eu tenho pensado tanto sobre o nosso futuro, se haverá futuro!! Já vejo uma multidão nas ruas, como pode? Tem gente que não está nem aí, amiga. A verdade é que é difícil opinar sobre isso, tudo muito novo e desconhecido. Estamos confusos, um diz uma coisa, outros dizem outro, mas só sei que pode ser tudo, menos uma gripezinha. Não sei lidar com gripezinha mortífera...
    Adorei teu texto, tudo muito vero! Também nunca vi tanta morte, e estamos de joelhos.
    Se escaparmos dessa, não vamos parar de comemorar!
    Beijinho, uma ótima semana, na medida do possível.


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    1. Parece mesmo ficção, tem dias que bate uma angústia, né...Também tenho medo de ser assaltada porque saio cedo no dia que vou ao mercado, mas parece que tá tranquilo em relação a isso por aqui.
      Gripezinha é de uma insensibilidade sem tamanho...no mínimo desconfiar do caráter de quem tem uma postura dessas e que estimula a exposição ao perigo, se faz necessário.
      Obrigada, bjs

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  11. Oi Dalva você me faz viajar em suas palavras, essas fotos me fez lembrar de Sampa de 20 anos atras, vazia, molhada, mas sempre sendo linda para quem ama esta cidade.
    Foi tanta campanha dizendo que era bobagem a quarentena e as pessoas não vendo um monte de gente morrendo ao seu redor, que muita gente desacreditou e Sampa não pode parar, mas nas periferias esta aumentando, até porque a condução em Sampa sempre esta lotada, como o pobre pode fugir de não ser contaminado? só tem um ser pior que o politico, o diabo.
    Vamos continuar lutando, buscando nos preservar e ter bom animo, beijos,Vi

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    1. São Paulo é mesmo uma relação de amor e ódio (de vez em quando), mas o amor sempre prevalece!
      Menosprezamos qdo a pandemia tinha números baixos e mais agora ainda, com o perigo espalhado, sem contar a politicagem de quem não tem compromisso com a sociedade.
      Obrigada, Vi, bjs

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  12. Fotos lindas da minha querida São Paulo. Hoje tudo tão triste.Por aqui em BH ainda estamos aparentemente mais tranquilos - pelo menos temos muito sol para aquecer os dias frios. Abraços, querida Dalva.

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    1. Helena, esse 'aparentemente' é onde mora o perigo, não fizemos a lição de casa, não estudamos e queremos tirar nota 10 na prova.
      Obrigada pelo carinho, querida,cuide-se, bjs

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    2. hahaha, depois de tantos dias venho aqui lhe dizer que o "aparentemente" foi realmente só aparentemente. Tudo fechado pela segunda vez. Medo! Beijos

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    3. Helena, nem onde estão tomando todos os cuidados está controlado, imagine por aqui onde estamos ao deus dará...Só vacina mesmo será esperança, até lá todo cuidado! bjs e cuide-se!

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  13. Olá querida Dalva, tudo bem?

    O seu texto reflete a mudança pela qual estamos vivenciando neste momento, de rotina normal ao isolamento social. Apesar de estarem flexibilizando a quarentena aqui em SP a pandemia se alastra feito rastilho de pólvora e não tem como não sentirmos medo. Achei lindas as fotos que fez do Viaduto Santa Efigênia, eu sou apaixonado pelo centro velho de SP, trabalhei algumas vezes bem próximo do Largo São Bento e sinto muitas saudades. Vamos aguardar por dias melhores e sem pandemia.

    Um abraço!

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    1. Oi Laércio, também gosto demais do centro velho, desde menina...ir ao centro da cidade era passeio! Tá difícil de ser otimista com tanta incompetência no trato com a situação, amigo! bjs

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  14. Amiga querida,
    Seu texto, perfeito como sempre, nos leva a pensar sobre" a necessidade urgente de repensarmos a nossa atitude em relação ao "outro", estarmos atentos ao outro, ter EMPATIA! Juntos teremos que refletir sobre o que estamos espalhando, que energia estamos colocando no mundo". Dias melhores virão!!! É o que se ouve, mas será quando...
    Sua peregrinação pela cidade te trouxe a sensação de que só o coletivo nos salvará, mas infelizmente este coletivo está a nos derrubar, ao invés de nos trazer a solução.
    Estou em minha janela apreciando o verde da mata e pensando como seria bom se nos tivéssemos preocupado mais com a natureza que agora nos mostra toda a sua força, sem a intromissão devastadora do homem.Desliguei a TV...estatísticas me entristecem.
    Raul Seixas era um profeta!!! A Terra parou mesmo!!!

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    1. Obrigada, Leninha! Está difícil ver essa união, ainda mais com uma atuação governamental tão distanciada da realidade...acho que vai ser cada um por si mesmo a enfrentar os vírus.
      Vamos nos cuidando, quem pode! bjs

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  15. O silêncio que o vírus provocou (e ainda provoca em muitos locais do mundo) é muito estranho. E ouvem-se sons, principalmente das aves, que há muito não reparávamos.
    Mas tudo vai passar... O silêncio, as mortes e tudo o mais. É uma questão de tempo.
    Gostei deste seu post e das suas fotos.
    Querida amiga Dalva, um bom fim de semana.
    Beijo.

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    1. Obrigada, querido, Jaime! Será que passa mesmo, amigo? Por aqui ainda vai piorar muito pelo "andar da carruagem", capaz do mundo se curar e fechar todos os contatos com o Brasil que ficará sofrendo por causa de incompetência, prepotência e insensibilidade.
      Bom fim de semana pra vc também! bjs

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  16. Dalva, este texto foi escrito com o coração apertadinho, amiga.
    Ninguém estava preparado para este horror. Temos de aprender a conviver com as ausências, o silêncio, o medo, o passar dos dias que nem parece terem sido vividos.
    As fotos - de uma cidade quase parada - ficam para memória futura.
    Triste publicação esta. Partidas de um vírus!
    Beijo, feliz fim-de-semana.

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    1. Sim, foi bem assim,Teresa. O tempo passa e a incerteza continua para nossa tristeza. Bjs

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  17. Jesus do céu, que passeio você fez pela história de
    São Paulo através do "chá" onde teve a lembrança
    da "série" e comenta o grafite ou fotografia como
    bem disse, do maluco beleza que já gritava o mundo
    que temos hoje como se o conhecesse nos anos 70.
    Adorei, Dalva, minha amiga. Agora, aqui pra nós; Eu
    tenho inveja de quem escreve como você. Juro! Já
    eu troco letra, erro no tempo do verbo e esqueço os
    acentos quando não os coloco na cabeça da letra errada.
    E tudo isso nas 25 linhas, como aprendi na escola, ao
    passo que essas pessoa, como você, fazem turismo
    através do tempo dos verbos, da concordância, da grafia
    e como se não bastasse, seus textos têm introdução,
    definição e conclusão como reza o riscado. Lindo, lindo.
    Um beijo e boa noite.

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    1. Silvio, querido, que bom que tem essa impressão positiva do texto, muitas vezes penso que é só um "balaio de gatos". Oralmente sou uma tragédia se expressando:D
      Aprendi um pouco de gramática só no supletivo e mais tarde lendo os livros do fundamental do filho. Não tivesse feito isso, hoje não conseguiria me expressar escrevendo pois minha mente é muito confusa em relação às ideias. Mas você escreve muito bem, passa seus sentimentos e aflições de um jeito especial, não é à toa que é escritor. A escrita é totalmente livre de amarras, consegue se comunicar, tá ótimo! Obrigada pelos elogios, amigo! bjs

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  18. Um bom fim de noite para um feliz domingo Dalva.
    Começo dizendo que foi maravilhoso estar com você por estes trechos de Sampa, trecho que fiz muitas vezes nos fim da década de 70, quando estudava no Bela Vista e sempre descia para o Largo São Francisco e circulava pelo centro via Viaduto do Chá. Uma cronica sobre um momento que busca nos levar à reflexões sobre a vida e de como comportar em defesa. Tempo de deixar a mente bem clara e leve para não cair em panico e depressão. Bom fazer esta viagem Dalva para fora e para dentro de nosso mais intimo ser.
    Muito bom texto com ilustração no tempo que faz historia.
    Carinhoso abraço e tudo de bom e vamos nos cuidar para sairmos bem dessa.

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    1. Obrigada pelo comentário tão gentil, Toninho! Também andei pelos mesmas ruas citadas naqueles tempos, Toninho...era bom, né! Comer cachorro quente na Americanas da Rua Direita ou um sanduíche de calabresa na Rua São Bento...Talvez vc já tenha feito isso também naqueles anos 70. bjs

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    2. Claro que sim Dalva, e aquele sanduíche grego era minha paixão.
      Adorava andar pela Direita e o Chá seguir até o Mappin.
      Amo esta região.

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  19. Belas fotos de São Paulo, tem razão estamos vivendo uma realidade digna de ficção, de repente um inimigo invisível veio para nos botar muito medo, temos que nos apegar a Deus e confiar que vamos passar por tudo isso ainda mais fortes do que pensávamos ser. tudo vai passar, o mundo estava muito vaidoso precisava de uma reviravolta ,agora a natureza invade os espaços e o mundo respira melhor. Tempos melhores virão.Tenha um lindo domingo!

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    1. Obrigada pela vista e comentário, Patricia! E vamos tentado, encontrar motivação para termos esperança de mudar tudo isso o mais breve possível. Bom fim de semana, bjs

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  20. Um texto fabuloso e bem verdadeiro. É assim que a gente se sente. Lindas fotos. A vida ha de continuar. Beijos e boa semana.

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    1. Obrigada, Céu! Tem razão, com ou sem pandemia a vida continua, mesmo que com o medo nos rondando.
      Bom final de semana, bjs

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  21. OI Dalva, realmente estamos vivendo dias de silêncio. Seja o silêncio nas ruas pela ausência de carros e ônibus, seja o silêncio interno devido ao medo. Por outro lado dias de barulho devido ao desrespeito e descrença na gravidade do problema e da irresponsabilidade de pessoas que fazem com que esse período se prolongue.
    Adoro Raul Seixas! Sempre atual. Com certeza ele diria coisas inteligentes.
    beijos
    Chris


    Inventando com a Mamãe / Instagram  / Facebook / Pinterest

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    1. Isso, Chris, o medo gera silêncio e a descrença do perigo gera barulho. Bjs

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  22. Vim à procura de novidades.
    Mas gostei de rever as suas palavras.
    Querida amiga Dalva, continuação de boa semana.
    Beijo.

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  23. Olá! Boa tarde QUERIDA Dalva!
    Vim agradecer sua visita no dia, no dia em que comemorava meu aniversário.
    Fui muito significativa suas palavras amigas, com certeza me deixaram mais feliz. O dia de ontem foi impar para mim, graças a Deus! Muito bom ter amigos, em especial nos tempos difíceis que estamos vivendo. Obrigada do fundo do meu coração.
    Como já dizia CHARLIE CHAPLIN,
    “Não existe coisa melhor no mundo do que viver, curtir e gozar a vida, que passa rápido e daqui não levaremos nada, a não ser toda a experiência e as amizades.”
    Abraços da amiga Lourdes.
    Feliz festas juninas!

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  24. É merecedora de todo carinho, Lourdes! Obrigada, para vc também, festas juninas são tudo de bom, nem que seja só nas comilanças! bjs

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  25. Uma resenha fabulosa da realidade que nos cerca! Expressou em cada palavra, o que todos nós estamos sentindo!
    Abraços fraternos!

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  26. Olá, Dalva!

    Talento e sensibilidade contam o “Silêncio e barulho nas ruas”, que se inicia assim (para ser lido duas ou mais vezes):

    “Bateu um silêncio inexplicável, meio parecido com cansaço, bate aquela sensação de desânimo, parece que os caminhos estão quase sempre tortos, as soluções se distanciam quanto mais você caminha.
    As ruas se tornam frias, não fervem de pessoas, ficam tristes mesmo com o belo tom de cinza.”

    Votos de um ótimo domindo, Dalva.
    Beijo.
    Pedrro

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    1. Muito obrigada pela presença e comentário gentil, Pedro, bj

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  27. Palavras que cheia o alma! fique muito emocionada . Obrigada. Visite seu blog por primeira vez, vou ficar. Beijos

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  28. OI DALVA!
    ESPERO QUE NÃO NOS ACOSTUMEMOS COM ESTE CAOS QUE DESCONFIGURA NOSSAS VIDAS.
    AQUI EM PORTO ALEGRE, NESTA SEGUNDA FEIRA, VOLTAREMOS A ALGUMAS DAS RESTRIÇÕES ANTES IMPOSTAS, DEVIDO AO AUMENTO DE CASOS, MAS AO MENOS PARECE QUE NOSSO GOVERNADOR E PREFEITO ESTÃO CONDUZINDO BEM O MOMENTO.
    ABRÇS

    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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    1. Gostei do desconfigurar...é bem isso, Zilani.
      Será preciso muito peito dos governantes para conduzir isso com bom senso até o final, alguns até tentaram, mas a pressão...bj

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  29. Dalva,
    Adorei esse passeio através de
    suas palavras.
    Realmente você traduz
    o que e como sentimos esse tempo feio
    que vivemos.
    Bjins de uma boa nova semana.
    Catiahoalc.

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    1. Obrigada Cathiaho, acho que todos estão meio jururu, né! bjs

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  30. Desta vez não reli...
    Querida amiga Dalva, vim apenas para lhe desejar uma boa semana.
    Com saúde.
    Abração.

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  31. Amigo é tudo de bom. Amigo fala
    o que se quer ouvir, ri da piada
    sem graça, oferece dinheiro e
    faz mesuras que parente, nem sempre,
    nos faz. Quem tem amigo não tem
    pecado que o condene, não cobiça as
    coisas de ninguém porque nada lhe
    falta.
    Beijos, amiga Dalva.

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    1. Silvio, querido, obrigada pela presença, beijão.

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  32. Voltei de novo, mas ainda não há novo post.
    Falta de tempo ou de inspiração...?
    Continuação de boa semana, querida amiga Dalva.
    Um abraço.

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    1. Jaime, uma porcentagem disso, adicionadas à minha falta de disciplina e um cadinho de demência onde as ideias se misturam muito e até se perdem.
      Hoje ou amanhã devo postar, amigo. bj

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  33. Olá Dalva!
    Um belíssimo texto interessantíssimo..."O Silêncio e Barulho nas Ruas"... deu-me uma vontade imensa de ler e reler, Fez-me recordar um suscitar de momentos. Gostei imensamente.
    Beijo de paz e bem.
    Luisa

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    1. Obrigada pela visita e comentário, Luisa Fernandes, bj

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  34. Dalva querida
    Caminhei por estas ruas com você
    Que loucura o que vivênciamos hoje...
    Um silêncio estranho, medo, insegurança...e o maluco beleza
    Passar por aqui é um respiro, uma lufada de inspiração no meu cotidiano
    Adoro
    Um grande beijo
    Claudia

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    1. E nada mudou Claudia, estamos vivendo um faz de contas que está tudo voltando ao normal. bjs

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  35. selamat berkarya, salam hangat, nice foto shoot

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