28 de ago de 2011

Eu Me Pertenço!



Dia Internacional da Mulher…
Foram tantas transformações  ocorridas em um espaço de tempo relativamente curto, então como definir o perfil da mulher de hoje? Não me sinto capacitada para generalizar e traçar esse perfil, afinal há mulheres em várias faixas etárias e cada uma traz um comportamento baseado não só em crescimento emocional, pessoal, como também social.
Estava eu a passar uma calça para meu filho ir a um casamento e fiquei pensando: Que tempos eram aqueles em que uma mulher era rotulada “boa” pelos cuidados com roupas, arrumações, dotes culinários, servidão à família…Certamente não gostaria de estar fazendo vincos em calças…em tempo algum.
Então perguntei-me questionadora, observadora do comportamento humano, como sempre: Que perfil de mulher é você?
Lembro-me exatamente de minhas observações relacionadas ao universo feminino, achava tudo castrador, limitado, deliciava-me com as feministas, queria trabalhar como minha mãe (apesar de reclamar sua presença), ser independente de um homem e ao mesmo tempo queria um para mim como se isso não fosse dependência…talvez um homem para validar minha existência..
Ao longo dos anos fiz minhas escolhas, todas muito bem pensadas, sempre muito racionais para evitar culpas posteriores…e não reclamo das escolhas, fui feliz na maioria delas; estúpida, infantil e covarde em outras…E em todas escolhas a verdade, a minha verdade, sempre esteve presente, minha alma sempre foi livre, meus sentimentos nunca se calaram…Não consegui independência financeira, mas nunca fui dependente de um homem; lavei, passei, cozinhei; limpei…
Aprendi a amar…sem idealizações…incondicionalmente…não preciso ser dona de alguém, muito menos que sejam meu dono para eu amar ou me sentir amada; respeito  ao ser humano é essencial.
Trabalhei menos do que sonhei, estudei menos do que deveria, mas em compensação fui mãe amiga e companheira e isso é maravilhoso…poder ter tido a oportunidade de crescer e me renovar na alegria de ser mãe, não aquelas superiores que sabem tudo, aquela que além de educar se permite aprender…e aprendi muito com a maternidade, esse foi meu melhor desempenho na vida!
Acho que toda mulher, não importa a idade, deveria sempre voltar-se para dentro de si e questionar-se:
Isto me faz feliz, é o que realmente quero?
E se não quero, quem foi que disse que tem que ser assim?
Por que preciso de um homem para me completar se sou completa?
Por que tenho que me casar?
Por que não me casar?
Por que tenho que trabalhar fora, ser uma vencedora só profissionalmente?
Por que tenho que ser só dona de casa?
Por que tenho que ser competente o tempo todo?
Por que tenho que ser mãe?
Por que não posso dizer que não estou a fim de sexo?
Por que não dizer a um homem que estou morrendo de desejo por ele?
E por aí vai..são tantos os questionamentos que devemos fazer o tempo todo e cada resposta é única e nos mostra o caminho quando a resposta é dada para nós e não para aqueles que nos cercam ou à sociedade. E o mais importante: Não diga não querendo dizer sim e muito menos diga sim querendo dizer não!
Sou mulher…feminina (pelo menos aos meus olhos...); bela e fera; atrapalhada; sonhadora com os pés no chão; livre de corpo e alma; carteira vazia; alguns planos; mãe companheira; tenho vontade de beijar na boca só quem eu quero; tomo cerveja; ouço, canto rock and  roll…sou feliz assim.
Acima de tudo…”I am Mine!”, como diz a música do Pearl Jam.










Postagem original: Publicado em: 8 de março de 2009 às 7:35

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